Querido coração, me perdoe...

Querido coração, Me perdoe. Eu sei que prometi não deixar ninguém se aproximar.

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Me perdoe. Eu sei que prometi não deixar ninguém se aproximar. Eu te devia essa depois da porrada que deixei você levar. Desculpe.
Você se partiu em pedacinhos tão pequenos, não foi? Demoramos tanto pra juntar tudo e te reconstruir… Eu e você. Sozinhos juntando caquinhos. Alguns não achamos. Melhor assim. Não fazem falta mesmo.
E eu prometi não arriscar de novo, não deixar ninguém chegar perto de você.
Mas eu arrisquei muito, não foi?! Eu sei. Não precisa responder.
Achei que trocando de camas e dividindo nada além de algumas risadas vazias eu estaria segura. Eu, minha solidão é meu shot de tequila.
Mas eu deixei ele entrar. Em minha defesa, nunca imaginei que ele fosse ficar. Ele não parecia um risco.
Acho que nem abri a porta. Nem vi ele entrando.
Mas ele entrou, não foi? E deu medo. Eu sei.
Mas quando percebi ele tinha uma chave, uma gaveta e uma escova de dentes.
Eu te confesso, coração, que não me arrependo do meu descuido. E admito que não vou mandar ele embora. Mas te prometo, promessa de dedinho, que te ajudo a catar seus caquinhos de novo. Um por um.
Vai valer a pena. Eu tenho certeza!

 

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*Photo via Visualhunt.com

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Clara é escritora, divorciada, mãe, apaixonada, feliz. O seu maior prazer é deixar as palavras brincarem na sua cabeça e assumirem o controle. Recomeça todos os dias, se equilibrando em mágoas e amores.