A importância de se conhecer plenamente

Eu os convido a fazer uma simples autoanálise. Se tivessem que fazer uma lista de pontos fortes e fracos vocês saberiam me responder de bate - pronto?

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É tão fácil reconhecer características tanto positivas quanto negativas nos outros, mas é tão complicado descrever nossas próprias características, sejam elas positivas ou negativas.

Isso nos faz refletir quanto à importância de nos conhecermos verdadeiramente. Gostaria de provocar nos leitores esta reflexão, tanto no aspecto profissional quanto pessoal. Seria como colocar um grande espelho na frente de todos vocês, para que possam se enxergar e, a partir deste confronto, desenvolver estratégias para administrar suas dificuldades, bem como usar pontos fortes a seu favor e atuar no controle dos pontos fracos.

Sempre digo aos meus alunos e clientes da importância de se conhecer plenamente. Afinal de contas, a essência de um verdadeiro líder é extrair o que há de melhor em seus liderados. Mas como é que se faz isso se o próprio líder não sabe o que há de melhor nele mesmo? É resgatada então a importância do autoconhecimento.

Eu os convido a fazer uma simples autoanálise. Se tivessem que fazer uma lista de pontos fortes e fracos vocês saberiam me responder de bate – pronto? Este é um dos primeiros trabalhos que aplico aos meus alunos do MBA.

Pois bem, costumo dizer que todos nós seres humanos temos no mínimo 40 pontos fortes. É isso mesmo! Este número mínimo foi o resultado de um estudo de vários anos aplicando este exercício de identificação da lista de pontos fortes e fracos com meus alunos. O número 40 é a média que mais de 6 mil alunos me apresentaram em seus trabalhos.

Então, voltando ao mínimo de 40 pontos fortes, você saberia me dizer quais são os seus? Se não consegue se lembrar de metade desta lista, está na hora de começar a se conhecer melhor. Se nós temos 40 pontos fortes, quantos pontos fracos vocês acham que temos? Temos no mínimo 20 pontos fracos. Quando geralmente comento que são no mínimo 20 pontos fracos, as pessoas não se assustam tanto e consideram até fácil listar esse mínimo.

Se também acredita que é fácil escrevê-los, pare para pensar as razões que sabe de prontidão seus pontos fracos e não sabe seus fortes.

Vivemos em uma sociedade de crítica em que as pessoas têm o hábito de enxergar somente as fraquezas dos outros. Afinal criticar faz parte da liberdade de cada um. Porém a diferença se faz quando a mesma é inteligente e construtiva, podendo nos levar a ações.

Mas o fato é que a grande chave para você está em saber controlar seus pontos fracos e expandir seus fortes. Controle é uma característica que pode ser vista com certo receio pelas pessoas. Não falo do controle que aprisiona, que limita, mas do controle necessário para que fique atento às suas atitudes. Parece paradoxal, mas como podemos crescer e evoluir – sendo que ambos são formas de controle -, se não controlamos nem a nós mesmos?
Vou explicar a melhor maneira para se fazer este trabalho de autoconhecimento: Para começar, você deverá escrever esta lista sozinho, tome um tempo para colocar no papel todos os pontos fortes e fracos que lembrar a seu respeito, para o segundo passo importante que peça ajuda, mesmo que já tenha completado o número mínimo requerido de 40 fortes e 20 fracos. A ajuda para completar pontos fortes pode ser solicitada a qualquer pessoa. Diga que está fazendo trabalho de autoconhecimento e peça para pessoa ajudá-lo dizendo 1 ponto forte que vê em você. O que a pessoa disser, escreva na lista e apenas agradeça.

Para os pontos fracos também é importante pedir ajuda, mas preste atenção na forma de ajuda: Só poderá recorrer aos pais, irmãos, filhos, esposa ou marido. Estas pessoas conhecem vocês como realmente são, sem as “mascaras” do dia a dia, por isso eles dirão os verdadeiros pontos fracos que você tem. A premissa é a mesma, diga que está fazendo trabalho de autoconhecimento e peça para esses familiares ajudá-lo dizendo os pontos fracos que enxergam em você. O que eles disserem, escreva na lista e apenas agradeça.

Este exercício vai criar dentro de você uma espécie de alicerce de autoconfiança, que lhe ajudará a manter o equilíbrio emocional em momentos de crise e feedback negativo na empresa.

Muitos filósofos já afirmaram que “nossos maiores inimigos, somos nós mesmos”. Então, que o propósito maior de nossas vidas não seja simplesmente o crescimento aleatório, mas sim o desenvolvimento, que significa evolução.

Ninguém muda de um dia para outro, mas enquanto não mudamos, exercitemos para isso, e mais uma vez, é preciso que nos enxerguemos!

Por isso digo que é de vital importância a gente se conhecer plenamente, somente assim vamos aprender, crescer e avançar na vida. Busque este autoconhecimento e seja espetacular em sua carreira.

Especialista em comportamento no trabalho, atua como escritora, palestrante, Coach de Carreira e professora de gestão de pessoas. Divorciada, ela compartilha dos dilemas das mulheres no mundo corporativo.