Celebrar a lua minguante, a sombra e a anciã em nós.

Ritualizar as fases da Lua é uma jornada enriquecedora e terapêutica

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A necessidade de se sentir aceita e reconhecida diante das relações muitas vezes nos leva de encontro a nossa própria sombra . Damos de cara com um muro espelhado, onde nos resta juntar os cacos estilhaçados no chão de nosso próprio reflexo. Nos vemos expostos a sentimentos de impotência e falta de pertencimento que até então, o parceiro se encontrava como protagonista desse ensaio da vida.

O mais interessante nessa sombra é que diante do sentimento de frustração, surge a oportunidade de celebrar a entrega e aceitação do que simplesmente é, e diante desse movimento inusitado e pouco confortável para muitas de nós, revela-se a cura.

” Tudo aquilo que não queremos ser é justamente aquilo que nos cura.” Carl .G.Jung

Localizar-se no escuro, na parte mais sombria em nós, no mínimo é desafiador e desse exercício os xamãs do mundo conhecem bem, orientar-se perante a um espaço desconhecido é uma prática de autoconhecimento profunda e recomendável, visto o documentário lançado no Netflix, chamado Humano que fala da jornada de um homem comum e um xamã nas montanhas andinas.

Quando a lua vai fazendo o caminho de volta para as sombras, num movimento minguante, nos vemos no reino de Hécate e Lilith, e de tantas outras deusas que encarnam o feminino em seus aspectos mais sombrios, mas que também nos conduzem a iluminação e despertar dos aspectos mais potentes da mulher que até então se desconhecia. Como a sabedoria das anciãs com a noite que perde seu brilho lunar e adentra a caverna escura. A lua minguante está muito ligada a expressão orobórica da consciência, é o vaso alquímico que permite a transmutação do nosso eu, trilhar por esse caminho é uma escolha.

Ritualizar as fases da Lua é uma jornada enriquecedora e terapêutica, por isso você já tenha ouvido falar sobre uma ciranda de mulheres em busca de um “tal “ sagrado perdido, dentro daqueles estilhaçados no chão, na busca ardente de encontrar um significado dessas forças esquecidas por nós. Relembrar é viver e saudar as avós em nós é um gesto integrador.

Reconhecer a sua lua é o primeiro passo para acessar o interruptor do inconsciente, trazendo `a luz todo o seu potencial de ser , desvendando questões que até então se encontravam no porão de sua alma, como um sinal de fumaça de uma fogueira vibrante pronta a revelar quem você é. O convite está feito, o ritual logo vai começar. Sejam bem vindas!

com amor,

Andrea

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despiertacontato@gmail.com

Andrea de Martinez é uma peregrina da Alma, iniciou sua busca desde a infância nas florestas do Uruguay, onde o chamado e a conexão com os elementos da natureza trouxeram-lhe as referências com o Sagrado. Astróloga com foco na Alma, facilitadora em processos de balanceamento energético, organiza workshops de desenvolvimento humano no Santuário das Montanhas Sagradas em Aiuruoca, MG. Mulher da Terra e das Estrelas, sua busca é conectar cada pessoa a sua essência.