Como apresentar novos amores aos filhos...

No final do dia o que importa é a impressão que ficará do convívio, e você quer que seja a melhor, não?

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O divórcio terminou. O tempo do luto passou. É hora do recomeço. O coração que antes chorava agora se arruma de novo para viver um novo amor. Opa, alto lá, mas e os filhos?

Bom, os filhos serão sempre os filhos, frutos do amor do papai e da mamãe. E agora? Como contar a eles que nosso coração encontrou um novo amor que não mais o papai ou a mamãe?

Calma, tudo aos poucos e em doses homeopáticas. Leve em consideração o grau de comprometimento desse seu novo relacionamento – ainda só vão ao cinema juntos? Pense melhor antes de envolver os filhos em algo que só dura algumas horas por vez com você. Já convivem mais e até dormem um na casa do outro de vez em quando? Talvez antes disso acontecer seja a hora de conversar com os seus filhos, lembrando sempre de contar com psicólogos quando as coisas desandam – antes delas desandaram seria melhor não é?

Dividir o amor de pai e mãe às vezes não é fácil morando sob o mesmo teto… E a situação tende a ficar mais complexa quando os filhos precisam dividir o tempo do pai ou da mãe que agora voam para viver novos relacionamentos – a nova namorada do papai, o novo cara que a mamãe quer trazer aqui em casa… Toda mudança gera medo e uma das boas estratégias, além do sempre necessário bate papo, é dividir os desafios em pequenos pedacinhos a serem realizados aos poucos.

Por exemplo – já está com o namoro novo engajado com o gato há alguns meses e agora querem se apresentar como casal para os filhos? Marquem algo fora de casa e que dure pouco tempo. Depois converse com os filhos enquanto voltam para casa sozinhos – sem o namorado (a). Da segunda vez, estiquem um pouco mais o passeio, pensem em algo que possam fazer juntos, envolvidos como grupo mesmo, talvez uma ida ao parque em que todos andem de bicicleta e comam um delicioso piquenique preparado na véspera – por todos de preferência. Seria um bom momento para levar o rapaz – ou a moça ao seu apartamento. Quem sabe seria até interessante fazer as compras para preparar os lanches juntos?

No final do dia o que importa é a impressão que ficará do convívio, e você quer que seja a melhor, não? Para aos poucos poder aumentar mais este tempo de convivência.

O que não vale de JEITO NENHUM é levar o gato (a) para casa e no dia seguinte ele surpreender as crianças saindo do seu quarto de manhã cedo para tomarem o café juntos. Isso não pode, faz mal a todos e cria situações desnecessárias para as crianças elaborarem.

Pense neles, pois filho é para sempre.

Abraço e bom papo

*Clique no perfil da autora para visualizar mais textos. Boa leitura!

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Vanessa é mãe em tempo integral, além de psicopedagoga e pesquisadora do psicodrama, da psicomotricidade e da aprendizagem humana. Divorciada, trabalha em uma escola internacional em São Paulo como educadora e, pelas inquietações da vida, fundou com amigos uma associação socioeducacional chamada FabricAções. Em seus textos publicados aqui, procura partilhar alguns dos tijolos necessários para as pontes que precisamos construir entre adultos e crianças no que diz respeito à aprendizagem para a vida. vanessameirelles@fabricacoes.com.br