Depois do Fim - O novo livro do Daniel Bovolento

Li. Engoli. A seco. Chorei. Me emocionei. E o que tem depois do fim?

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Corri pela Avenida Paulista até o conjunto nacional. Queria poder ler um pouco do livro antes do nosso café com o Daniel. Já conhecia alguns trechos que ele divulgou e assistido um vídeo de um ator interpretando um dos textos que me fez chorar copiosamente a caminho do trabalho.
Peguei o livro, o último da Livraria Cultura. Segurei firme como um troféu. Corri de volta pra casa e o livro parecia queimar dentro da sacola pedindo pra ser lido!
Parei em uma Starbucks e pedi um café. Encostei em uma daquelas ilhas onde ficam os açúcares e adoçantes e fiquei. De pé. Lendo. Depois de uns 5 minutos lembrei que tomo meu café puro. Amargo. Tão amargo quanto o fim de um amor.

O livro é assim. Você se perde nas páginas, sem entender direito como alguém que não te conhece pode contar suas histórias e descrever suas dores e delícias daquele jeito. Algumas vezes me senti invadida. Mas não larguei. Li dirigindo, agradecendo pela primeira vez ao trânsito da 9 de Julho em uma sexta feira.
Ainda não acabei. Não quero acabar.

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Cada página, cada história, cada frase. Como dói o fim de um amor…
Enquanto lia, me questionei se tudo aquilo valia a pena. Todas as dúvidas, o percurso. Depois do início do fim. Por que o fim é um processo.

A primeira parte do livro é sobre esse processo. Acabando. Terminando. Deteriorando. Sumindo. Destruindo. Caindo…
E depois, o fim.
Se pudéssemos saber o tempo que duraria o amor e o tamanho do buraco que ele deixaria pra trás, será que teríamos coragem de amar?
Será?
Estamos sempre esperando que seja pra sempre. E é essa esperança infantil de amor eterno que faz o amor ser a coisa mais deliciosa do mundo.

Li. Engoli. A seco. Chorei. Me emocionei.
E o que tem depois do fim?
Recomeços.
(Desculpe o spoiler!!!!)

Juliana, Portal Exnap

 

 

Em uma conversa entre amigas, Ana e Juliana, ambas separadas e Aline, casada, falavam de divórcio e de como esse assunto ainda é visto como um tabu. Existe (acreditem!) muito preconceito e clichês. E só sabe isso quem vive ou viveu um divórcio.