Depressão e Tristeza - como tratar

Existem dois tipos de tratamento para a depressão e para a tristeza.

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Existem dois tipos de tratamento para a depressão e para a tristeza. O primeiro se baseia na prescrição de remédios antidepressivos. Esses atuam na bioquímica cerebral de formas variadas e com diferentes, mas eficazes, efeitos. A outra forma de tratamento consiste na psicoterapia, que pode ser exercida de formas muito diversas e cujo resultado depende da competência do terapeuta e de um relacionamento eficaz entre esse e seu cliente.

Embora alguns autores insistam na ideia de que um tratamento invalidaria o outro, minha experiência me tem mostrado que eles podem ter uma sinergia que potencializa o efeito positivo de ambos, com resultados melhores e mais rápidos.

Em princípio, a tristeza deve ser mais fácil e mais rápida de ser curada, mas nem sempre os fatos ocorrem como se espera. Antigamente se usava muito a expressão “depressão situacional” para os casos do que hoje prefiro chamar de tristeza enquanto que a depressão propriamente dita se dizia “endógena”. Hoje em dia se introduziu o conceito de bipolaridade para sublinhar um tipo particular de depressão que eventualmente se alterna com episódios de hiperforia, ou seja de uma euforia exagerada, tão exagerada quanto a depressão que pode acompanhá-la.
Devemos ser otimistas quanto à eficácia dos tratamentos propostos, mas é conveniente começar o mais rapidamente possível para diminuir o tempo da enfermidade e o sofrimento que ela causa. Temos todos os motivos para esperar que o sol volte a brilhar e a vida torne a ser saborosa e saboreável.

“Tecnicamente, depressão é uma doença. Não incluídos aqui pequenos episódios que todos nós já vivemos, pois creio que um pouco de depressão (leve) todos nós já tivemos. É meio complicado, mas medicina é assim mesmo. Coceira, por exemplo não é doença, mas pode ser, dependendo da intensidade.”

Luiz Alberto Py

A mulher pode sentir que é sua culpa apesar de seu discurso culpar o marido, afinal ela pode listar para si mesma tudo que não fez, tudo que o marido queria que ela fizesse, todos seus secretos pensamentos de hostilidade ao marido e a sua família, a lista pode ser interminável. Para essa culpa ser transformada em responsabilidade e para que os itens dessa lista sejam distinguidos eu penso que somente um trabalho com um profissional competente e que tenha , ele mesmo, se submetido a analise pessoal pode ter resultado pratico.
Por ultimo gostaria de lembrar que pelos tortuosos caminhos da nossa mente para muitos de nós a felicidade é a própria infelicidade, lugar onde uma pessoa pode se sentir vítima e não protagonista, uma situação que parece absurda e que dá a impressão de estarmos tornando a vítima em culpada, mas se não prestarmos atenção a este fato poderemos “matar” quem achamos que estamos ajudando. Já dizia uma piada do meio psiquiátrico que a maior maldade que se pode fazer a um masoquista é não ser sádico com ele, dai todo cuidado é pouco quando se fala de sintomas sem se conhecer profundamente a pessoa.

* CLIQUE AQUI para ler o texto sobre a diferença entre tristeza e depressão.

**Photo via Visual Hunt

Médico Psicanalista Membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise de Sao Paulo e da International Psychoanalytical Association contato: jaxtifelman@gmail.com