Devagar se vai... A todo lugar.

E você? Se olhar para os últimos 06 meses do ano passado viveu mais sob a filosofia do movimento slow ou do fast?

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Para alguns pais e filhos o ano de 2015 não acabou, se arrasta à espera dos resultados das provas de recuperação, de penúltimas chances de serem aprovados,de trabalhos de última hora, de quase milagres… Enquanto o ritmo pós festas ainda é lento, para essas famílias tudo parece  mesmo se arrastar. Calma, respirem fundo, 2016 já já chegará para vocês também.

E já que comecei falando de velocidade queria conversar um pouco sobre os movimentos slow que pipocam pelo mundo: slow food, slow parenting, só para citar alguns. Enquanto muitas famílias vivem o dia dia com o pé no acelerador, correndo entre trabalho, escola, lazer e outros intermináveis afazeres, um italiano chamado Carlo Petrini fundou o movimento Slow food … ” que em inglês, literalmente quer dizer “comida lenta”. O Slow Food é um movimento e também uma organização não governamental fundados em 1986, que tem como objetivo promover uma maior apreciação da comida, melhorar a qualidade das refeições e uma produção que valorize o produto, o produtor e o meio ambiente. É uma contraposição política e filosófica à massificação e padronização oferecido pelo fast-food. Assim como a Slow Food, outras organizações não governamentais, como o Cittaslow, (cidade lenta em italiano) também propõem uma redução na velocidade do ritmo de vida contemporâneo. Juntas, tais organizações formam o movimento conhecido como Slow Movement… (movimento lento, ou pela lentidão)” (fonte wikipedia)

E você? Se olhar para os últimos 06 meses do ano passado viveu mais sob a filosofia do movimento slow ou do fast? Passou mais tempo comendo rápido para dar conta de todos os compromissos e espremer aquele cinema/teatro/shopping/festinha com os filhos no pouco tempo que restou do final de semana ou conseguiu ir mais vezes ao mercado comprar os ingredientes daquele jantar especial que planejou fazer em família depois de horas jogando conversa fora com os filhos e perdendo para eles jogando rouba-monte?

Muitos pais e muitos filhos se queixam por estarem sempre com o pé no acelerador, de terem pouco tempo para o convívio e de se sentirem sufocados com tantas cobranças por desempenho e aparência e que no final do dia tudo se compensa com um pouquinho de consumo desenfreado aqui e alí, tudo bastante incentivado pela mídia e entregue em pequenos pacotinhos coloridos de lanches felizes. O problema é quando descobrimos que o lanche quando esfria perde o sabor…

Se pensarmos que para toda ação existe uma reação poderemos nos anteciparmos a nós mesmos e criarmos pequenos oásis de lentidão em meio à nossa vida louca – isso para quem ainda anda com o pé no acelerador e pensa em reduzir um pouco a velocidade em busca de qualidade.

Para você que ainda está em dúvida, que tal um reflexão para este mês de férias escolares – conte a história do italiano Carlo Petrini aos seus filhos, sobrinhos e outros grandes pequenos que estão à sua volta e veja o que eles pensam e preferem. E se der tempo, mande uma mensagem beeeem demorada para mim.

Abraço e bom papo

Vanessa

*Photo credit: Esther Gibbons via VisualHunt / CC BY-ND

**Clique no perfil da autora para visualizar mais textos. Boa leitura!!!

Vanessa é mãe em tempo integral, além de psicopedagoga e pesquisadora do psicodrama, da psicomotricidade e da aprendizagem humana. Divorciada, trabalha em uma escola internacional em São Paulo como educadora e, pelas inquietações da vida, fundou com amigos uma associação socioeducacional chamada FabricAções. Em seus textos publicados aqui, procura partilhar alguns dos tijolos necessários para as pontes que precisamos construir entre adultos e crianças no que diz respeito à aprendizagem para a vida. vanessameirelles@fabricacoes.com.br