Dicas para um divórcio tranquilo... (Não custa tentar)

Listas são sempre complicadas. Muitas vezes generalizam demais, outras acabam sendo muito vagas e imprecisas. Mas, ouvindo alguns profissionais e muitos depoimentos e dúvidas de quem já passou por isso, montamos uma listinha com dicas que podem ajudar no início do processo do divórcio.

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Listas são sempre complicadas. Muitas vezes generalizam demais, outras acabam sendo muito vagas e imprecisas.
Mas, ouvindo alguns profissionais e muitos depoimentos e dúvidas de quem já passou por isso, montamos uma listinha com dicas que podem ajudar no início do processo do divórcio.

1. Procure se consultar com um advogado especializado na área de Direito de Família.  Isto é fundamental para compor um bom acordo. São muitos  detalhes que envolvem processos na área de família, qualquer deslize pode ser desastroso. Aquele tio, ou amigo advogado, que não seja da área de família, não poderá fazer seu divórcio com 100% de tranquilidade.

2. Cada caso é singular, portanto, nem sempre o que se aplica a um casal, se aplica aos outros. Não julgue seu caso pelo do seu vizinho ou amigo do futebol.

3. Se você está em um momento onde há a possibilidade de resolver amigavelmente seu divórcio, e vocês decidam compartilhar o mesmo advogado, procure um profissional que ambos estejam seguros e confiem para resolver as questões particulares de cada um. Acordos mal feitos trazem consequências nefastas para o casal e para as crianças. Acredite: o barato sai caro!

4. Em não havendo a possibilidade de conciliação, e se o casal já não mais possui um convívio amigável, o ideal é cada um buscar seu próprio advogado, e estes conversarem entre si, para não aumentar o desgaste familiar. Separe Documentos e guarde recibos. Eles são importantes no processo e serão comprovantes do status da família, o qual precisa ser preservado.

5. Todo e qualquer divórcio com filhos deve sempre privilegiar e proteger o bem-estar dos menores. A moradia, o convívio com os pais, a pensão alimentícia e demais itens que interfiram na rotina dos pequenos.

6. Em muitos casos, sessões com profissionais de mediação familiar ou de práticas colaborativas podem auxiliar o casal a colocar fim no casamento de forma mais inteligente e harmônica.

7. Dinheiro não apaga a dor. Tente ser prático e justo, protegendo sempre os filhos e poupando-os dos desgastes do divórcio. Praticar alienação parental jamais! Em hipótese alguma. Seus filhos não têm culpa que o casamento acabou. Serão filhos para sempre, mesmo que vocês constituam nova união.

8. O divórcio é importante para encerrar um ciclo e seguir em frente. Não fique dificultando o processo. Quando um não quer dois não fazem. Mesmo que seja dolorida a decisão, impedir o outro de seguir, faz com que você fique preso ao passado e não siga em frente também. Você só está adiando a sua própria felicidade, a felicidade do seu cônjuge e provavelmente a dos seus filhos, que acabam presos no meio dessa confusão.

Siga o que for recomendado pelo seu advogado e acredite: seu divórcio é uma fase ruim, mas que vai passar! Vai doer, claro. Mas sofrer por tempo demasiado é uma opção de cada um. Cuidado com os apegos. Siga em frente! Você ainda tem muita vida pra ser viver!

Em uma conversa entre amigas, Ana e Juliana, ambas separadas e Aline, casada, falavam de divórcio e de como esse assunto ainda é visto como um tabu. Existe (acreditem!) muito preconceito e clichês. E só sabe isso quem vive ou viveu um divórcio.