Foi saudade não foi?!

Que te fez aparecer de repente e mandar um oi virtual. Tanto tempo depois. Tanta história depois.

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Foi saudade não foi?!
Que te fez aparecer de repente e mandar um oi virtual. Tanto tempo depois. Tanta história depois.

Justo agora que finalmente o nó que você deixou na minha garganta parou de incomodar.

Acho que me acostumei a conviver com a dúvida de por quê você desistiu de nós dois.

Fomos uma linda quase história de amor. Seu abraço foi meu refúgio mais esperado. Era pra ele que eu ansiava voltar depois de um dia cheio.
Foram semanas, ou dias. Não lembro. Foi tudo tanto e tão pouco que nem sei direito como foi. Sei que quase enlouqueci quando você foi embora.
Não entender o motivo quase me fez perder o resto de razão que me restava.
Éramos tão bons.
E não éramos nada.

Depois de um tempo passei a agradecer a sua ida. Você avisou que ia. Não foi nenhuma surpresa. Você me explicou sem fazer o menor sentido.
Palavras desconexas que eu transformei, com o tempo, em um mar de motivos diferentes. Quantas e quantas insônias gastei criando teorias…

Mas foi melhor assim.

Talvez fossemos tão bons exatamente por não sermos nada. E talvez se nos tornássemos alguma coisa não seríamos nada além de normais.
Não quero ser normal. Principalmente não com você.

Então depois que já havia esgotado toda a minha criatividade enchendo meu mar de teorias, relaxei. E aceitei a dúvida como uma saudade mais calma.

E agora esse oi…

Adivinha o que eu fiz na noite que seguiu à sua mensagem?
Pensamentos insones, muitos deles, invadiram minha cabeça e quando percebi já estava enchendo um oceano de novas ideias e razões.

Mas foi saudade, não foi?!

Quero que seja. Quero acreditar que ficou em você também um sabor doce de quero mais um pouco.

Ainda não decidi se vou responder.
Não sei se estou pronta para mais noites insones tentando decifrar suas vírgulas e reticências. E pensando se eu iria querer te encontrar.
Vou dormir com minha interrogação. Melhor… Já me acostumei a ela.

Boa noite. Amanhã quem sabe eu respondo.

 

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Clara é escritora, divorciada, mãe, apaixonada, feliz. O seu maior prazer é deixar as palavras brincarem na sua cabeça e assumirem o controle. Recomeça todos os dias, se equilibrando em mágoas e amores.