Hoje eu quase te chamei.

Dizem que a vida é feita de ciclos, então, para começar novos é necessário por fim em alguns.

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Dizem que a vida é feita de ciclos, então, para começar novos é necessário por fim em alguns. O “nós” foi mais um ciclo que acabou, um fim adiado muitas vezes confesso, mas não menos dolorido por isso. A gente sabia que não dava mais e mesmo com todo sentimento que existe, talvez só da parte, sei que te querer de voltar é um erro.
A distância entre nós aumentava mesmo com nossos corpos colados. “Ninguém tem
culpa”, você me disse, eu acreditei, mas as vezes ainda me pego questionando onde errei, onde nós erramos, mas o fim foi uma decisão tomada por nós, eu aceitei.

Eu fiz tudo direitinho: me mudei, comecei a estudar, fiz novas tatuagens e comecei a ouvir novos estilos musicais, fui em festas que eu jamais iria. Fiz amizades com pessoas exóticas, me permiti viver algumas coisas que você de alguma forma se estivesse comigo iria me encorajar.

Mas por que o vazio não se preenche? Por que o meu vazio é maior que o teu? Se nenhum de nós tem culpa, por que eu não me acostumo com a tua ausência? Nesses momentos em que a solidão me assola, penso nos problemas que nos afastaram e eles continuam ali. Todos bem definidos na minha cabeça.

Eu posso ter mudado (tentado, pelo menos) mas você mesmo parecendo estar lidando melhor, continua igual, ao meu ver talvez pior.
Eu penso em nós e vejo as mesmas discussões, aqueles problemas todos, me vejo insatisfeita e vejo você buscando uma ” Luna” que não existe mais.

Vejo os mesmos obstáculos que eu não estou mais disposta a superar, ainda te amo muito, mas não posso mais passar por cima de tantas coisas em troca de um amor pequeno, um amor destruído, um amor sem forças pra lutar um pelo outro. Tenho consciência do que vale a pena hoje pra mim, tenho consciência de que cruelmente nosso ciclo se encerrou. Eu vou fazer tudo direitinho mas, mesmo assim, hoje eu quase te chamei.

Jovem, um pouco infantil mas também madura, apaixonada e iludida porém sempre confiante. Intensa, se joga, cai, levanta, esquece tudo, joga fora, segue em frente. Escrevo o que sinto, o que vivo. Escrevo sobre os sentimentos que me marcam e sobre aqueles que me movem. Escrevo para desabafar e para ter clareza sobre o que acontece dentro e fora de mim. Amo o amor, amo amar, amo me sentir viva.