O novo mundo da mulher divorciada (parte 4)

A primeira sensação é de estar sozinha, ou seja, a maioria dos seus amigos são casados e os poucos solteiros já são comprometidos ou estão ocupados demais tocando suas próprias vidas.

imagemsemusoperfil

A primeira sensação é de estar sozinha, ou seja, a maioria dos seus amigos são casados e os poucos solteiros já são comprometidos ou estão ocupados demais tocando suas próprias vidas. E você se sente perdida e ainda não sabe seu novo lugar com os velhos amigos e até o momento seus eventos mais badalados são as festinhas de aniversário dos seus filhos e dos amiguinhos deles.E aí você se pergunta: Pra onde eu vou? Existe um lugar para uma nova solteira?
No consultório é muito comum ouvir relatos, como este abaixo, sobre a primeira vez em que uma mulher recém solteira sai para se divertir em uma balada, como se diz por aí “cai na noite”:“Eu me sentia uma adolescente, um peixe fora d’água, era um mundo novo que se abria diante de mim, e apesar de ser uma adulta, não sabia o que fazer. Era tudo muito diferente de quando eu era solteira.O som estava alto, muito barulho, eu olhava para as pessoas e elas pareciam mais interessadas no celular do que em conversar pessoalmente com as outras que estavam presentes ali e minha sensação de deslocamento ficava cada vez pior.Os homens me buscavam com o olhar e eu não me lembrava mais como paquerar. Meu Deus o que aconteceu comigo? Será que é a idade?Mas nem tudo estava perdido, eu estava acompanhada de uma antiga amiga solteira e ela não me deixou desistir. Ela me disse que eu apenas estava fora de forma (risos).
Ainda assim precisei ir a umas quatro baladas para conseguir tomar coragem, relaxar e curtir. Até que em uma noite, vestida “para matar”, curtindo a música e com um copo de bebida na mão, (era o que me segurava e encorajava), e quase no fim da noite um rapaz me chamou para conversar, mas resisti, faltou coragem. Mas mesmo assim continuei ali até que outro homem bem mais interessante e com quase a minha idade se aproximou puxando papo e me perguntou se eu queria dançar, e quase automaticamente disse não, mesmo querendo dizer sim. Mas ele não desanimou e me perguntou se eu queria beijar então, (risos).E eu precisava que ele fosse direto, pois se me desse tempo para pensar, a resposta “não” sairia novamente no automático.
E assim como em um passe de mágicas o beijo aconteceu, e ouvi os sinos e os anjos dizerem
“ALELUIA, ALELUIA, ALELUIAAAAAAAAA!! (risos)
E aí novamente me sentia viva, mulher, desejada e procurada. Eu podia sentir a minha auto estima voltando e encontrei ali o sentido da minha felicidade, ou seja, bastava que eu me admirasse e me amasse mais.”
E gostaria de terminar este texto encorajando você a acreditar que aos poucos a vida vai reencontrando e tomando o seu lugar, você passará a sentir felicidade pelas novas possibilidades e se dar a chance de descobrir um novo mundo é como descobrir seu novo universo particular.
“Um ser chamado Mulher!”.

Gil é psicoterapeuta Junguiano e Constelador familiar. Especializado em terapias energéticas como Reiki, que atuam no equilíbrio da interação do corpo com as emoções e a mente. Consultor de imagem e visagista há 13 anos, seu maior objetivo é unir o conteúdo interno com o externo de forma harmônica. imagemgil@hotmail.com https://www.facebook.com/oscirculosdoamor/