O que, no outro diz, de nós? E em nós, quando nos enxergamos neles?

Junto com vocês, buscamos levantar, sacodir a poeira – trazidas pelos desafios - e ... Bem informados, dar a volta por cima! Por isso decidimos falar um pouco sobre nós e os outros nesse espaço, hoje.

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Photo credit: Marcos_Nunes via Visualhunt / CC BY-NC

 

“Quando Pedro me fala de Paulo, sei mais de Pedro do que de Paulo” diz a lenda que assim ensinava Freud.

Será que Sigmund concordaria que o amor de Pedro por Maria – ou por Paulo – desperta em ambos seu pior, e também seu melhor?

Estudos sobre o desenvolvimento humano apontam que a interação social – e tudo sobre nosso contato com o outro – é um dos mais significativos determinantes da natureza humana!

Daí ser fácil afirmar que cada um revela um pouco de si mesmo a partir do que identifica na relação com o outro, ao mesmo tempo em que projeta no outro aquilo que está em si.

Ôpa! Então pode ser que aquilo que me incomodava em minha sogra na verdade está relacionado a algum traço de minha própria personalidade? Enxergo – e projeto – nela o que não vejo em mim mesmo? Pois é caro leitor, parece que é mais ou menos assim…

Tudo parece confuso para você? Ainda não desenvolveu seu kit básico de sobrevivência às relações humanas? Tem repetido o ano na escola da vida? Não desanime, por que aqui no

Exnap, chorar sobre o leite derramado não dá ibope!

Junto com vocês, buscamos levantar, sacodir a poeira – trazidas pelos desafios – e … Bem informados, dar a volta por cima!

Por isso decidimos falar um pouco sobre nós e os outros nesse espaço, hoje.

No dia a dia, podemos dizer que algumas pessoas trazem o nosso pior à tona. Outras, o nosso melhor. Existem ainda um grande número dos que não nos trazem nada. E também, os do tipo

“tudo junto ao mesmo tempo e agora” – estes, geralmente funcionam com mais eficácia para a criação do nosso ser, atuam como uma espécie de espelho mágico onde aparecemos sem disfarces:

sem máscaras, somos obrigados – ou convidados – a enxergar o que há de mais belo – ou de mais sombrio – em nós, o que nos identifica como nós mesmos. Fazendo uma analogia, pense na

quarta-feira de cinzas, quando, despidos de nossas fantasias, conseguimos nos enxergar com mais clareza. Lembrou-se de alguém que fez ou faz você sentir-se assim?

Talvez, por tal razão, ninguém consiga ser o mesmo depois de viver um relacionamento intenso, onde as olhadelas no espelho são frequentes. Seria possível ser diferente com quem nos

mostra a que viemos ao mundo. E seria assim também, mesmo depois de uma separação? Tudo aponta para um sonoro SIM!

E não pense que esses acontecimentos se restringem ao amor erótico! Descobertas acontecem por meio das amizades, das relações familiares e das profissionais também –alguém aí do outro

lado da tela lembra daquele professor que nos marcou na escola? Aqueles cuja tarefa era permitir que a descoberta fosse o fio condutor das interações – lembra-se dele?

Sim, querido leitor, no “fundinho” é tudo uma relação com a gente mesmo. E talvez mais importante do que aquilo que deixamos para os outros – e eles para nós-, seja o que o outro

permite e convida que a gente traga à tona.

Vamos fazer fila no espelho hoje?

Vanessa é mãe em tempo integral, além de psicopedagoga e pesquisadora do psicodrama, da psicomotricidade e da aprendizagem humana. Divorciada, trabalha em uma escola internacional em São Paulo como educadora e, pelas inquietações da vida, fundou com amigos uma associação socioeducacional chamada FabricAções. Em seus textos publicados aqui, procura partilhar alguns dos tijolos necessários para as pontes que precisamos construir entre adultos e crianças no que diz respeito à aprendizagem para a vida. vanessameirelles@fabricacoes.com.br