Pais e filhos... Tijolo e cimento. Vamos brincar?

Tabelas coloridas, revisão de prioridades, agendas semanais... E aí, topa colocar a mão na massa mais uma vez?

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Tabelas coloridas, revisão de prioridades, agendas semanais… Começamos falando um pouco sobre o que afeta a aprendizagem aqui neste espaço mas o perigo é que fiquemos apenas juntando tijolos para construirmos pontes e que na hora H nos falte a liga, o cimento que vai manter tudo no lugar. E aí, topa colocar a mão na massa mais uma vez?

Com tudo em mãos (clique aqui para pegar os tijolos), ajeite-se confortavelmente sozinho(a) em um cômodo de sua casa ou em um lugar qualquer que te deixe à vontade e comece a se perguntar: quando olho meu dia a dia e as prioridades que eu e meu(s) filho(s) estabelecemos com cores e palavras, o que me salta aos olhos como critério principal e sempre presente por detrás minhas escolhas? O que percebo que é uma repetição na hora de fazer escolhas?

Dê a si o tempo que for necessário – 1 hora, 1 dia ou um mês inteiro. E sabe por quê? Mais importante do que os eventos prioritários de sua rotina com seu(s) filho(s) ou crianças com quem convive, são os critérios que o levaram a escolher essas prioridades… E às vezes precisamos parar mesmo e nos perguntarmos: será que o que considero essencial realmente o é? Preciso investir mais tempo acumulando tarefas com meus filhos como por exemplo o judô, o ballet, a aula de cupcakes, o kumon, o mandarim! Ufff… Ou melhor seria encontrar mais espaço para a convivência que sempre nos deixa com gosto de quero mais? Jogar conversa fora, jogar rouba-monte, preparar o almoço ou fazer a faxina no banheiro – tudo que nos permite conviver leva ao aprendizado para a vida, não só as tarefas da escola. E aprender tanto para a para a criança quanto para o adolescente começará sempre com o brincar! Surpresos? Não fiquem, esse é só o começo de um loooongo bate papo.

Por vezes outro tipo de ajuda, de outros colegas – psicólogos, psicanalistas etc – se faz necessária para podermos eleger os critérios saudáveis que por sua vez determinarão nossa forma de organizar o dia a dia e tudo o que enxergamos como mais importante. Dê-se ao direito de receber ajuda. Peça.

Complexo? Sim. Impossível? Nunca! Basta querer começar. A não ser que você prefira a escolha aleatória e arbitrária do que ditará o que mais importa na vida com crianças: a vontade de aprender com o outro e consigo.

Agora nos veremos só ano que vem, daqui a duas semanas. Até lá meu caro leitor você terá bastante tempo para lidar com toda essa lição de casa e começará 2016 com todos os pingos nos is, combinado? Ou pelo menos alguns pingos já estará bom para o começo hein?

Trarei outros tijolinhos e aguardo o seu cimento.

Abraço

p.s: fica a sugestão de dividir suas reflexões com os pequenos e ficar de ouvidos bem abertos para receber o que eles terão a dizer sobre o que você pensou. Lembre-se de que ouvidos bem abertos ajudam a abrir o coração. O resto, como diz meu amigo João Luis Muzinatti, vem a reboque.

*Photo credit: Julian Partridge via Visualhunt.com / CC BY-SA
** Clique no perfil da autora para visualizar outros textos. Boa leitura!!!

Vanessa é mãe em tempo integral, além de psicopedagoga e pesquisadora do psicodrama, da psicomotricidade e da aprendizagem humana. Divorciada, trabalha em uma escola internacional em São Paulo como educadora e, pelas inquietações da vida, fundou com amigos uma associação socioeducacional chamada FabricAções. Em seus textos publicados aqui, procura partilhar alguns dos tijolos necessários para as pontes que precisamos construir entre adultos e crianças no que diz respeito à aprendizagem para a vida. vanessameirelles@fabricacoes.com.br