Leva o meu perdão... Se quiser.

Eu te perdoo. Eu sei que você não pediu o meu perdão. Mas eu perdoo mesmo assim.

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Eu te perdoo. Eu sei que você não pediu o meu perdão. Mas eu perdoo mesmo assim. Resolução de ano novo.
Me disseram que preciso fazer as pazes com o passado e que não faz bem pra minha aura guardar esse bolo de mágoa no peito. Então taí. Toma o meu perdão. Faz o que quiser com ele. Não serve de muita coisa pra você, eu sei. Mas deveria (dizem) fazer milagres para a minha vida.
Eu já te esqueci. Digo, sei quem você é e o seu nome. Lembro do seu apelido de infância e da cor do cabelo da sua mãe.
Eu só não te amo mais… Mas não fiquei louca de dizer que nem lembro mais do que vivemos.

Você só não dói mais… Mas eu confesso que guardei mesmo aquele bolo no peito…
Era muita mágoa…
Não me ajudam em nada. Nem mesmo conseguiram me impedir de recomeçar e tentar de novo. De amar de novo e ser feliz de novo…
Inúteis, eu diria. Então até faz sentido jogá-las fora.
Mas não acho que perdoar você vá fazer muito efeito. É que nem sei direito onde você errou.

As traições? As mentiras? O egoísmo? A falta de cuidado comigo? Pode ser. Mas não acho justo te culpar por ter sido simplesmente você mesmo.
Você nem sabe o que perdeu. De verdade. Você não me conhecia. Eu inventei aquela mulher pra te satisfazer.
Agora eu sou eu mesma. E eu gosto de mim. Você não gostaria. Certeza.
Então não faz sentido pra nenhum de nós dois eu me desgastar em explicações e perdões. Você só foi você. E agora eu sou só eu. E tudo certo.
Então segue seu caminho tranquilo. E leva meu perdão… se quiser.

 

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* Imagem Pixabay
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Clara é escritora, divorciada, mãe, apaixonada, feliz. O seu maior prazer é deixar as palavras brincarem na sua cabeça e assumirem o controle. Recomeça todos os dias, se equilibrando em mágoas e amores.