Sabe, eu não te culpo mais

No fim, desde o início, a culpa foi minha. Me desculpe.

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Sabe, eu não te culpo mais. Passei um bom tempo procurando motivos pra te culpar por tudo que aconteceu, tentando lembrar e catalogar cada erro, cada deslize, o início de cada briga, o motivo de cada lágrima derramada, mas não mais.

Não te culpo mais pois a culpa não foi, e não é, sua. Afinal de contas, quem quis estar ali? Quem quis, desde o primeiro erro, perdoar? Desde o primeiro perdão, acreditar na mudança? Quem quis fechar os olhos e se jogar, confiando que não cairia? Quem se calou com beijos e abraços enquanto o que deveria ser dito era sufocado pelo medo da perda? Quem quis tomar pra si a culpa de “ser quem você é”?

Pois é, olhando pra trás não consigo e nem posso ver você, o que vejo é como um espelho não com um reflexo, mas com um outro “eu” que não consigo reconhecer.

Sabe, por mais que eu queira te culpar, a culpa foi minha. Por isso, me desculpe. Me desculpe por tantas vezes deixar passar, me desculpe por abrir mão da minha felicidade pela sua, me desculpe por fazer dos seus planos os meus. Me desculpe por ser fraco e não saber dizer “não”, por ser otimista demais e sempre dizer que tudo iria ficar bem. Por nunca ver nada de errado, por confiar cegamente, por acreditar que no final tudo valeria a pena e seria pra sempre.

No fim, desde o início, a culpa foi minha. Me desculpe.
Me desculpe por tantas vezes te desculpar, te aceitar e te amar.

Felipe, 26, segue vida como a vida manda. Agradece pelo que vem e dá tchau pra o que vai. Chora e respira, afinal a vida é assim, e segue. Sempre segue.