Vamos separar também as tarefas domésticas?

Mas quando o assunto não é tarefa doméstica? Quando falamos dos papéis que pai e mãe desempenham quando ainda eram casados? Como preencher esta lacuna após o divórcio. Desafiador recomeço.

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Difícil tarefa a dos casais que se separaram e precisam evitar trazer para si o que caberia ao antigo par. É possível? Muitos percebem no dia a dia que não e terminam sobrecarregados sendo pai e mãe ao mesmo tempo.

Mulheres, em sua maioria, cumprem duplas e triplas jornadas há muito tempo mas, nesta nova geração de casais, os homens tem participado cada vez mais, o que serve de exemplo para os filhos também colocarem a mão na massa quando o assunto é tarefa doméstica – mesmo para quem tem funcionários para ajudá-los.

Mas quando o assunto não é tarefa doméstica? Quando falamos dos papéis que pai e mãe desempenham quando ainda eram casados? Como preencher esta lacuna após o divórcio. Desafiador recomeço.

Tudo dependerá de como você e seu antigo par se comportavam. Havia diálogo e tanto pai e mãe decidiam juntos o que fazer com os dilemas com os filhos? Ou existiam assuntos que o pai decidia e a mãe se calava, e vice versa?

Agora, após o divórcio, como ajudar um ao outro a não se sobrecarregarem seria o segredo do sucesso pós divórcio. Há espaço para diálogo e divisão equalitária de tarefas entre vocês? Tudo ficará mais fácil para todos se for este o caso – quando há espaço para conversarmos geralmente há espaço para a reflexão e o crescimento de todos os envolvidos.

Se você ainda não conseguiu construir este espaço, nunca é tarde para começar. Quem sabe agora não é o momento?

Quem sabe o casal divorciado não consiga abrir um momento na agenda para pensar em tudo que precisam dar conta e assim, buscar a melhor forma de dividir tarefas, sem sobrecarregar ninguém? Os filhos maiores podem – e devem – ser grandes parceiros nesta empreitada. Incluí-los no bate papo cria a chance de se tornarem mais responsáveis e também de serem ouvidos – valorização do que pensam os filhos é um voto de confiança e ao mesmo tempo um reconhecimento da capacidade deles nos ajudarem, quase uma emancipação momentânea.

E você? Por onde pode começar? Divida conosco suas idéias.

Vanessa é mãe em tempo integral, além de psicopedagoga e pesquisadora do psicodrama, da psicomotricidade e da aprendizagem humana. Divorciada, trabalha em uma escola internacional em São Paulo como educadora e, pelas inquietações da vida, fundou com amigos uma associação socioeducacional chamada FabricAções. Em seus textos publicados aqui, procura partilhar alguns dos tijolos necessários para as pontes que precisamos construir entre adultos e crianças no que diz respeito à aprendizagem para a vida. vanessameirelles@fabricacoes.com.br