Vida e sexualidade da mulher no casamento.

Bem, mas e quanto ao sexo pós casamento? O que mudou?

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Como diria Leila Diniz (se é que ela disse isso alguma vez): “nada como o sexo livre… até que seja com o mesmo homem: o seu marido.”

Bom até bem pouco tempo atrás, ali em meados do século XX, as moças se casavam virgens e muitas vezes, mal tinham qualquer intimidade com seus consortes (ou será “sem sortes”?)
Aos poucos, com o advento do feminismo e graças às suas representantes mais ativas que rasgaram os soutiens, as moçoilas foram ganhando seus espaços.
Na mesma época, veio a revolução da sexualidade.
Vieram os Relatório Kinsey, Masters e Johnson de 1948 e 1953 e o Relatório Hite em 1981, grande marcos em termos de descrição da sexualidade humana em detalhes milimétricos acessíveis a todos e todas as mulheres da época.
Até então o máximo para as mocinhas eram os romances e diário de Ana Maria.
Claro, havia um Jorge Amado e outros romances picantes.
Mas sobre sexualidade, as informações vieram com os relatórios acima, considerados científicos ou muito próximos à ciência.
E a partir daí ficou liberado falar e ir em busca do orgasmo perdido ou não acontecido.
E para isso valia até, em último caso, trocar de marido.
E assim foi.
Muitos consultórios sobre sexualidade apareceram no país e no mundo.Programas na Tv falavam sobre o assunto pela manhã.
Mas os casais passaram a buscar o tal do orgasmo feminino como quem busca um selo raro, um troféu. E isso virou uma obsessão.
O sexo virou uma performance. E não mais um ato que é uma consequência do amor de um pelo outro.
Clinicas sexuais foram abertas.
Bem, mas e quanto ao sexo pós casamento? O que mudou?
De modo geral, nos dias de hoje, dificilmente as mulheres se casam virgens. Mas, E numa proporção de quase 60%, nem todas se casam obtendo prazer nas suas relações, ou em harmonia com sua própria sexualidade. E se calam.
Os homens por sua vez, não são sensíveis o suficiente para perceberem essa insatisfação, desde que as esposas estejam sempre disponíveis.
Uma pena. O diálogo é sempre o melhor caminho.

Os homens de hoje são mais preocupados em satisfazer suas mulheres do que antigamente, mas mesmo assim elas silenciam, e muitas fingem. Infelizmente o universo feminino tem suas manhas e artimanhas.
Muitas se sentem invadidas nesse quesito e não falam disso com ninguém. Ficam muito aliviadas se e quando seus parceiros se viram fora de casa e fingem não saber.
Outras sofrem caladas por não saber como buscar ajuda. Outras procuram terapias, consultórios médicos e linhas holísticas, como meditação, yoga, massagem e um número sem fim de técnicas, para ajudar.
Historicamente, a mulher sempre foi mais travada que o homem.
Desde os primórdios, ela é quem engravida. A que carrega a cria por 9 meses.
Biblicamente, o homem é quem deve espalhar a semente e a mulher é o terreno fértil, que deve conter a semente e devolver um filho.
Assim ao homem cabe o prazer para que possa cumprir a missão de espalhar seu sémen, e a mulher cabe conter esse sémen e não lhe cabe nem sempre o prazer. Isso passou de geração em geração. E até hoje algumas de nós vive esse enredo histórico do sexo para procriar apenas.
Mas deixarei para a igreja e outras religiões discutir seus próprios dogmas e maneiras de pensar sobre o sexo pré e pós casamento. Com respeito que acato ao Santo Papa, cada um segue sua fé. E este não é o objetivo deste simples texto.
Há, entretanto, as mulheres que nasceram para o prazer do sexo no casamento e são capazes de se realizar e fazer de seus maridos homens realmente realizados. São boas na arte do amor e do sexo.
E ainda, se quiserem, cozinham, lavam, passam, cuidam dos filhos, muitas trabalham fora e ainda conseguem levar seus maridos ao Nirvana. “The Oscar goes to…” Mas não são atrizes, são verdadeiras. São mulheres reais.
E muitas de nós busca ser essa mulher real no casamento e fora dele.
Quem está muito longe de tudo isso, de uma vida sexualmente feliz, que tal buscar uma ajuda?
Bora soltar as amarras, enfim, ser a mulher que cada uma é e ser feliz.

 

 

*Photo credit: Luis Hernandez – D2k6.es via Visualhunt / CC BY

Sou Psicanalista! Estudei no Centro Winnicott de São Paulo e fiz um longo percurso de estudos até chegar a completar minha formação como psi. Hoje atendo adultos e oriento pais. Além disso vez outra escrevo sobre tudo isso, mas não me considero escritora, apenas utilizo mais essa forma de comunicar com o público. Atendo nos jardins na rua Caconde 172! Meu email: lolasarmento@ gmail.com